quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Largo David Silveira da Motta - Bigorrilho - Curitiba


Largo David Silveira da Motta
R. Cap. Souza Franco X 
Al. Júlia da Costa X 
Travessa Luiz Gama
678 m2
Bigorrilho



Largo David Silveira da Motta: Filho do Des. Joaquim Ignácio Silveira da Motta e D. Etelvina Lima, nasceu em 6 e agosto de 1893, em Curitiba.

Cursou as "Humanidades", inclinando-se pela vida burocrática pública.

Foi Presidente do Banco de Curitiba; Chefe de Gabinete do Secretário dos Negócios da Fazenda; Oficial de Gabinete do Secretário Geral do Estado; Provedor da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz, 1926/1933; Escrivão de Órfãos, Interditos, Ausentes e Provedoria da Capital até a sua aposentadoria, depois de cinquenta e um anos de serviço público.

David Motta foi conselheiro e consultor de várias tradicionais famílias do estado e de muitas personalidades de renome na vida paranaense e nacional, inclusive de ministros do Supremo Tribunal Federal, tais como Cândido Motta Filho e Hanemann Guimarães.

Jornalista, colaborou na República, O Dia e Diário da Tarde.

Pertenceu ao Clube Curitibano e ao Atlético Clube como um de seus fundadores e seu presidente.

Faleceu em Curitiba, em 19 de outubro de 1968.
(Maria Nicolas - Alma das Ruas)

Biografia de Cândido Motta Filho:
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ndido_Mota_Filho

Biografia de Hahnemann Guimarães:
http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=167



Rua Cap. Souza Franco: O Cap. João de Souza Franco nasceu em Curitiba, no ano de 1860.

Era filho do Ten. Cel. Paulino de Oliveira Franco e de d. Mathilde Januária de Souza.

Era ainda muito jovem quando se matriculou na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, tendo concluído os cursos de engenheiro militar e de Cavalaria e Infantaria.

Serviu em várias unidades do Exército, destacando-se como instrutor de equitação.

Foi um dos organizadores da chamada "Instrução Marinho", cuja denominação era uma homenagem ao seu criador, Gen. José Marinho da Silva.

Exerceu o cargo de Instrutor da Guarda Nacional da Corte (Rio de Janeiro).

Pela sua pequena estatura, nariz adunco e seu porte marcial, fora apelidado de General Periquito pelos colegas cadetes.

Tomou parte no movimento federalista, na qualidade de fiscal do 1.º Regimento de Cavalaria e, na luta travada em Canudos, quando foi ferido gravemente em combate, vindo a falecer em Salvador, em julho de 1897.

Lei n.º 269, de 17/08/1950. Dec. n.º 321/1950. Autor do projeto: Prefeito Linneu Amaral.

(Maria Nicolas - Dicionário e Alma das Ruas.

Rua Júlia da Costa: a poetisa Júlia Maria da Costa nasceu em Paranaguá, em 1.º de julho de 1844, filha de Alexandre José da Costa e de Maria Luiza da Costa.

Inteligente e viva, aprimorou sua educação por meio da leitura. Tornou-se mulher dotada de grande desenvolvimento intelectual. Dedicou-se às lides literárias, possuindo primoroso estilo. Dotada de temperamento romântico, não se pode afeiçoar ao caráter rude e mercantil do inculto esposo, com quem fora obrigada a casar-se, por conveniência da família.

Escreveu o livro "Flores Dispersas", em 1867 e que foi publicado dois anos após seu falecimento, graças à iniciativa dos grandes literatos Dario Vellozo, Sebastião Paraná, Euclides Bandeira e Leocádio Correia, e "Buquê de Violetas", em 1868.

Júlia da Costa colaborou nos jornais e revistas, tanto de Curitiba, como de Paranaguá e Porto União.

Faleceu em 12 de julho de 1914, em São Francisco do Sul.
(Maria Nicolas - Alma das Ruas).

Para quem quiser saber um pouco mais sobre a vida de Júlia da Costa:

A Gazeta do Povo:

Revista Helena, publicação da Biblioteca Pública do Paraná:



Travessa Luiz Gama: Nasceu Luiz Gonzaga da Gama em Salvador, em 21 de junho de 1830. Aos 10 anos, foi vendido por seu pais a um traficante de negros e transportado para o Rio de janeiro.

Logo depois, vendido a um morador de São Paulo. Aí, tendo a ampará-lo a coadjuvação de um hóspede de seu amo, começou a estudar.

Em pouco tempo aprendeu a ler. Fugiu do cativeiro. Sentou praça aos 17 anos. Prosseguiu os estudos. Ao tornar-se livre com o auxílio de amigos, conseguiu um emprego público, mas perdeu-o devido à política. Dedicou-se então à arte tipográfica. Colaborou no "Ipiranga" usando o pseudônimo "Afro" e no "Radical Republicano". Mais tarde, ao lado de Rui Barbosa e outros liberais, apareceu no "Radical Paulistano", a fim de combater os escravocratas.

Não fazia mistério da sua origem, nem se humilhava de lutar na qualidade de escravo liberto, pelos seus irmãos de cor.

Em 1869, era advogado* temível do foro da pauliceia.

A palavra do negro culto repercutia pelas fazendas paulistas. Não eram poucos os que o temiam e odiavam.

Faleceu em 24 de agosto de 1882, em São Paulo.

(A biografia confeccionada por Maria Nicolas (Alma das Ruas, edição de 1981) apresenta muitas lacunas e não dá ao leitor a dimensão exata de quem foi Luiz Gama. Abaixo, coloco os links da Wikipédia e do Instituto Luiz Gama, que complementam sua biografia, muito rica e interessante).

* 133 anos após sua morte, em 3 de novembro de 2015 a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, concedeu-lhe o título de "advogado", uma vez que não era formado e atuava como "provisionado" ou rábula. (Wikipédia).

Luiz Gama - Wikipédia:

Luiz Gama - Instituto Luiz Gama:
http://institutoluizgama.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=6&Itemid=41








Fotografado em vinte e cinco de maio de 2017.

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