sexta-feira, 2 de junho de 2017

Museu Histórico e Municipal de São José - SC




Rua Gaspar Neves, 3175, Centro Histórico, São José / SC.

http://www.fcc.sc.gov.br/patrimoniocultural/?mod=pagina&id=14956



MUSEU

ATENDIMENTO
8 ÀS 18 h

MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ

MUSEU HISTÓRICO
MUNICIPAL



BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL
E MUSEU HISTÓRICO

ADQUIRIDA E RESTAURADA PELA PREFEITURA 
MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ

ADMINISTRAÇÃO

INAUGURADA EM 21 DE SETEMBRO DE 1988.


Museu Histórico Municipal
de São José

O Museu Histórico Municipal de São José possui um perfil multifuncional e
interdisciplinar com uma vocação e uma função social definida.

GUARDA:
- Salvaguardar os bens culturais: sua segurança e sua conservação.

VALORIZAÇÃO DA HISTÓRIA:
- Formado por um acervo eclético que remete à memória de nossos
antepassados e que faz lembrar quem somos e como vivíamos.
- Espaço aberto às pluralidades da memória.

DIFUSÃO E COMUNICAÇÃO:
- Relação entre o patrimônio, o museu e a comunidade por meio das
exposições e das ações culturais e educativas realizadas.




O ACERVO

O acervo do Museu Histórico Municipal de São José é constituído
em sua quase totalidade por doações.

E as mesmas são frutos, em grande número, das primeiras 
campanhas de doações, pedidas a comunidade à época da reforma do
casarão entre 1984 e 1988. O que dificulta ainda hoje encontrarmos os
doadores e seus contatos.

Trata-se de um acervo eclético que versa sobre a História do
município e outros aspectos da vida cotidiana de seus habitantes.

Temos mobiliário, numismática, tecnologia, instrumentos de
profissões, lida doméstica (anterior à eletricidade), peças etnográficas,
louças, dentre outras.

Os mesmos são apresentados em eixos temáticos, onde um fio
condutor da história dos objetos vem se alinhar, na medida do possível,
com a história de São José.


 O MUSEU

"Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e
intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes,
portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. Os
museus são conceitos e práticas em metamorfose. Aqui você pode observar esse processo de 
mudanças através de uma pequena coleção de definições."


O Museu Histórico Municipal de São José - MHMSJ foi oficialmente 
aberto em 21/09/1988.

Mas sua lei de criação é: Lei ordinária municipal 3024/1997.

O mesmo nasce do conjunto da reforma do Solar, bem como de uma
preocupação com a memória da cidade.

Em seu acervo, que é fruto de doações, tem-se um panorama de São
José, em diversos eixos temáticos. Como lida doméstica e 
comunicações, por exemplo.

Não se pretende abarcar toda a História do município, o que realmente
não seria possível, mas suscitar questões sobre o ser e viver 
em São José.

O Museu também recebe exposições temporárias de arte e cultura.

Assim o MHMSJ vem trabalhando sua função social, junto a História, a
Memória, a Educação, as Artes, a Cultura, sendo um meio e não o fim.

***

O SOLAR

O atual prédio que abriga o Museu Histórico, é conhecido como 
Solar dos Ferreira de Mello.

O casarão da família Ferreira de Mello é um marco da arquitetura colonial portuguesa,
não tem documentação precisa de sua construção, fala-se em 1772, todavia é mais confiável a 
hipótese de sua construção no início do século XIX. Com características de sobrado, como
outros da região, exercia uma dupla função: a parte superior destinada à habitação familiar,
e a inferior, por vezes como comércio, estrebaria e até senzala.

O casarão teve também outras funções e eventos ocorridos nele, como Quartel da
Guarda Nacional, Sede do governo de Santa Catarina (por ocasião da Revolução Federalista
abrigada em Desterro - 1893/94). Recepção e cerimônia do beija-mão ao Imperador D. Pedro II.

O prédio, mesmo passando por modificações ao longo dos anos, tem ainda em sua
estrutura externa elementos originais de sua construção.

Trata-se do primeiro patrimônio tombado do município de São José, lei estadual de
tombamento 5846/1980, decreto estadual 29.608/1996 - referenda a primeira lei.

Sua última grande reforma ocorre entre 1984 e 1988 quando, ao fim da mesma, abre
neste espaço o Museu no piso superior e a Biblioteca Municipal no piso inferior. 
Atualmente, o prédio é ocupado inteiramente pelo Museu.



Turistas curitibanos assinando o livro de visitas.


Peças do Sobrado da Guarda Nacional

Peças de ferro - Cravos e estrutura de
sustentação da cumeeira - retiradas do telhado do
sobrado durante a reforma realizada entre
os anos de 1984 e 1985. Recolhidas e preservadas
por Osni Machado, durante 19 anos
permaneceram em sua posse, no ano de 2003
doou ao Museu Histórico Municipal de São José.

(Não sei bem se se trata de doação ou devolução, 
já que os materiais foram retirados do próprio museu).





Acima e abaixo: imagens da reforma do Museu.



Caixa Registradora



A família Gerlach é proprietária do prédio da Biblioteca Municipal
de São José.


Balança



Pesos para a balança



Anel de latão - 1964

A Campanha "OURO PARA O BEM DO BRASIL", convencia o
povo a ajudar o novo governo, com doações de ouro
(através de pulseiras, anéis, colares, etc.)
Cem mil pessoas contribuíram com a Campanha.
Em troca, o doador recebia ESSE ANEL DE LATÃO, com a
seguinte inscrição: "Doei esse ouro para o bem do Brasil."

Essa é uma história mal contada. Literalmente falando. Encontrei poucas referências ao assunto. Na Wikipédia não tem nem sequer uma referência.

A ideia foi dos Diários e Emissoras Associados – grupo de mídia comandado por Assis Chateaubriand, o “Chatô”. A Rede Golpe, digo Globo da época. Não se tem notícia do que foi feito com o ouro e o dinheiro arrecadados. Senão foi uma farsa, pergunto: onde está o dinheiro?

Não gosto de usar "jornalões" como referência, mas essa matéria está razoavelmente honesta:
http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/geraldo-nunes/os-50-anos-da-campanha-ouro-para-o-bem-do-brasil/

Lembro-me bem desse episódio, embora fosse uma criança. Na época foi falado que esse ouro era para pagar uma dívida com os gringos. Transmitiram pela televisão, mostrando uma imensa fila e as pessoas depositando suas joias num saquinho de pano.

Na Internet diz-se que o montante parcial arrecadado foi de 400 quilos de ouro e meio bilhão de cruzeiros. 

Qual seria o valor atualizado? Vou tentar chegar a um valor aproximado, usando duas referências da época.

1.ª O salário mínimo era de Cr$ 42.000,00 (quarenta e dois mil cruzeiros).

Divido 500.000.000,00 por 42.000,00 e encontro cerca de 11.904 salários mínimos.

Multiplico a quantidade de salários mínimos (11.904), pelo valor atual R$ 937,00 e encontro o valor de R$ 11.154.048,00 (onze milhões, cento e cinquenta e quatro mil e quarenta e oito reais).

Com o ouro é mais fácil, basta multiplicar 400 (kg), pelo valor do quilo do ouro hoje (R$ 131.000,00) e encontro o valor de R$ 52.400.000,00 (cinquenta e dois milhões e quatrocentos mil reais).

2.ª Para o segundo referencial, uso o valor do salário do governador paulista da época (Cr$ 400.000,00), que o Sr. Adhemar de Barros doou para a campanha.

Pego 500.000.000,00 (cruzeiros) e divido pelo salário do governador (400.000,00) e obtenho: 1250 salários.

Multiplico 1250 pelo salário atual (R$ 21.631,05), e obtenho 27.038.812,50 (vinte e sete milhões, trinta e oito mil, oitocentos e doze reais e cinquenta centavos. Somando os dois valores:

27.038.812,50 + 52.400.000,00 = 79.438.812,50  reais (usando o salário do governador da época). 

11.154.048,00 + 52.400.000,00 = 63.515.408,00 reais (usando o salário mínimo da época).

(Creio que não exista índice pior do que o salário mínimo para corrigir valores - para o credor).

No maior valor, quase 80 milhões de reais. Não é grande coisa. Recentemente, Temer anistiou 25 bilhões de reais do Banco Itaú, referente à valorização do banco, em decorrência da fusão com o Unibanco. Esse valor é o que o governo federal gasta com o Bolsa Família anualmente, e há essa grita geral contra esse "gasto absurdo". Mas ninguém  se incomoda com a anistia dada ao Banco Itaú, nem com os lucros exorbitantes dos bancos.

Nenhum dos "grandes jornais" noticiou o anunciante, digo assunto. Abaixo, o link do Sindicato dos Bancários:


Tenente Leovegildo Pinheiro 

(Rua Ten. Leovegildo Pinheiro, Fazenda Santo Antonio, São José/SC)

Nascido no dia 17 de abril de 1911, na cidade de Belém do Pará -  PA, ficou órfão aos 9 anos de idade, indo morar com uma tia.

Ingressou aos 16 anos na Marinha de Guerra do Brasil (como grumete). Aos 10 anos é transferido para a Escola de Aprendizes de Marinheiros de Florianópolis que, na época, localizava-se  embaixo da Ponte Hercílio Luz.

Aos 24 anos de idade, casou-se com a Josefense Elza Bunn, com quem teve nove filhos.

Durante a Segunda Guerra Mundial serviu nossa pátria sendo enviado à Itália, fazendo o patrulhamento e comboio da costa brasileira*.

Entre os anos de 1942 e 1945 esteve a bordo do navio G. 3 Guaíba. Em 1946, foi transferido para o navio hidrográfico Aspirante Nascimento.

Em 1950, após entrar na reserva, optou por estabelecer-se na cidade de São José - SC.

Costumava dizer sempre aos filhos e amigos: "A Marinha foi a sua segunda mãe e a cidade de São José a sua cidade do coração".

* Não entendi. Ele foi à Itália ou ficou patrulhando a costa brasileira?





Galeria dos Prefeitos de São José - SC.


Revólver
Garrucha
Década de 1930


Revólver
Final do Século XIX


Sala 01 - Aspectos Político-Administrativos

Mobiliário da Câmara Municipal

Observam-se com o mobiliário da Câmara Municipal, datado de 1920 e
utilizado ainda por algumas décadas, as formas de atuação parlamentar
dos senhores vereadores, assim como hábitos e costumes do século XX.

Apresentamos a mesa diretora, com três lugares, a presidência, a vice-
presidência e a primeira secretaria.

A bancada de discursos (o parlatório), onde eram defendidas e discutidas
as leis do município, se faz presente.

A mesa de reuniões, onde os vereadores sentavam-se em conjunto
para decidir as sessões, os prazos, o dia-a-dia do legislativo.

Destacamos as lamparinas, denotando ainda a fala de luz elétrica na
casa legislativa.

A chapelaria, onde chapéus e bengalas eram deixados, ao adentrar o
recinto.




Máquina de escrever

Telefone


Sala 02 - Etnologia Indígena

Com destaque aos primeiros habitantes da região de São José, os índios
de língua tupi-guarani, os Carijós.

Este grupo indígena dominava a região à época da chegada dos
bandeirantes que fundaram Nossa Senhora do Desterro,em 1675, e
ainda era maioria na fundação de São José em 1750.

Nesta sala temos peças de cerâmica, de fibras, ornamentos com penas,
conchas e escamas, pontas de flechas, bem como os armamentos
(flechas, arcos e lanças), que serviam como instrumentos de
sobrevivência.

A carranca exposta também é indígena, porém originária do nordeste
brasileiro.






Objetos de Adorno

Feitas com sementes, escamas de
tucunaré e espinhos de porco-espinho.


Crânio de Onça
(Phantera onça)

Capturada no Município de São José
Década de 1920



Carranca oriunda do Nordeste do Brasil.


Paróquia São José


Museu Histórico e Municipal de São José


Máquinas de escrever

Facit, do lado esquerdo.

Ao lado, Olivetti Linea 44.

(Alguns objetos não estão catalogados).


Tv Philco

Acho que é da década de 1970.

Já que o Museu não disponibilizou informações de alguns equipamentos,
sinto-me incentivado a dar alguns palpites.


Projetor Eiki


EIKI PROJECTOR
is considered as hallmark of tecnical perfection.

PROJETOR EIKI
é considerado como marca de perfeição técnica.



RÁDIO VITROLA - 1935

Discos da Rádio "Voice of America", com programas
transmitidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Estojo para discos - Década de 1930.

(Acima e abaixo).


Aparelhos de Comunicação


Telefone sem fio
Data aproximada - Década de 1990.

***
Telefone teclado giratório
Data aproximada: Final da década de 1970.

***

Fichas telefônicas
Décadas de 1980 e 1990.

***
Manipuladores de telégrafo
Década de 1940.


Manipulador de telégrafo
Início do século XX

***

Telégrafo de portos: servia para alinhar a entrada dos navios nos portos.
Data aproximada: usado até o final do século XX.
Substituído pelo Código Morse.


Manipulador de telégrafo
Primeiro telégrafo de São José

1880

***

Fones
Década de 1940.



Telex:
Comunicação escrita imediata

Telex foi um sistema internacional de
comunicações escritas que prevaleceu até
o final do século XX.

Os terminais funcionavam como máquinas
de escrever que eram ligadas a uma rede
igual à telefônica.

Hoje esse tipo de serviço perdeu espaço
com a presença do e-mail, velocidade
maior e custo menor.

Antigo modelo Siemens, com
gabinete em madeira e discagem manual.


Máquina de telex

Aprendi a lidar com uma delas. Mais ou menos.Você primeiro, off line, digitava a mensagem
e a máquina picotava  uma tira de papel amarelo.

Os furos eram letras e formavam palavras.

Depois, você punha a máquina in line, posicionava a tira picotada e transmitia a mensagem,
em alta velocidade.

Era necessário ficar o menor tempo possível conectado, para evitar custos.

Alguns operadores, muito rápidos ao digitar, podiam se dar
ao luxo de fazê-lo online, sem necessidade de gravar a mensagem.


Toca-discos Philips
 (possivelmente da década de 1960).


Aparelho de som Sony 
(Provavelmente da década de 1980).




A Máquina de Costura


A máquina de costura tirou dos ombros de incontáveis milhões o trabalho enfadonho de costurar a mão e tornou disponíveis, a outros incontáveis milhões, mais e melhores roupas por apenas uma fração daquilo que custava antes de ter sido inventada.

A máquina de costura aumentou os guarda-roupas, tornou possível a produção em massa de inúmeros produtos e emancipou mulheres de todos os países, como nada mais o fez na história.

Mahatma Ghandi, o líder hindu, enquanto estava na prisão, aprendeu a costurar em uma máquina Singer e mais tarde isentou-a em sua interdição sobre o maquinário ocidental. "Ela é uma das poucas coisas úteis já inventadas", disse ele.

A nenhuma pessoa isolada poderá, de pleno direito, ser dado o crédito total pela invenção da máquina de costura.

No século passado, cerca de 46.000 patentes de máquinas de costura de diversas espécies foram emitidas.

Pelo que eu li em alguns sites, principalmente no abaixo, há sim um criador:



Máquinas de Costura

Da esquerda para a direita:
- Fabricada em 1970;
- Fabricada no início do Século XX;
- Fabricada em 1920.


Estojo de barbear - Década de 1920


Escova de dentes 
Final do Século XIX

Afiador para lâmina de barbear 
Década de 1940 (os dois).



Estojo de tatuagem
1900

Fichas de madrepérola
Década de 1920



Cigarreira
Década de 1920

Caneta nanquim
Década de 1980

Aranha 
Década de 1980
(Normógrafo - instrumento auxiliar para desenho)

Régua alfabética
Década de 1980

Perfume
Década de 1910

Escalímetro 
Década de 1980
(Usada por engenheiros e projetistas)


Visão geral dos objetos


Charrete
Provavelmente, início do século XX.


Cafeteira

Com a chegada dos turcos em Veneza, o consumo de café na
Europa remonta ao final do século XVII
(de 1601 a 1700)

O preparo inicial do café era feito por infusão: jogava-se água
fervente em uma xícara na qual havia café moído. Com o sabor que não
agradava o paladar de todos, buscou-se inovações no preparo do produto.
No final do século seguinte, um farmacêutico francês inventou
a cafeteira, que possuía dois recipientes separados e que permitia que um
filtro ficasse entre a água e o café.


Cafeteira


Xícara 
(Inglaterra)
Data aproximada: 1950

Prato  
Japão
Década de 1920

Xícara 
(Inglaterra)
Data aproximada: 1950


Xícara 
(Inglaterra)
Data aproximada: 1950

Xícara 
(Tchecoslováquia: 1918/1992 - atual República Checa)
Eslováquia
Data aproximada: 1880



Xícara de chá
Exclusiva para homens
Sem data


Belo quadro retratando São José
Cultura, religião, folclore, lazer, azáfama diária




O tronco de palmeira foi atingido por um estilhaço de granada, por
ocasião da Revolução de 1930. Tropas leais ao Presidente Washington
Luís, duelaram com as tropas de Getúlio Vargas, no Centro de São
José. Danificaram prédios e vazaram esta árvore.

Posteriormente, foi derrubada com o intuito de proteger as pessoas que
passavam pela praça, pois sua estrutura estava abalada.



O estrago foi grande.


Engenho

Engenho de farinha de mandioca e de açúcar, movido a boi ou
água, construído no ano de 1934, por Alfredo Philippe para
Leonardo Philippe, no distrito de Egito, no município  de
Antonio Carlos.

Adquirido pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo de
São José, de Paulo Philippe, filho de Leonardo, no ano de 2013.



Fundos do prédio do museu.

Atrações turísticas de São José - SC, postadas no blog:

Biblioteca Municipal de São José - SC

Bica da Carioca

Casa da Cultura Nésia Melo da Silveira

Casarão Tombado na R. Dr. Homero de Miranda Gomes

Casarões Históricos de São José - SC

Paróquia São José

Praça Hercílio Luz

Praça Prefeito Arnoldo Souza 

Theatro Adolpho Mello


Fotografado em quatro de maio de 2017.

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